O governo da Índia anunciou que não obrigará mais os fabricantes de smartphones a pré-instalarem o aplicativo estatal Sanchar Saathi, o ‘Celular Seguro’ do país, nos dispositivos vendidos localmente. A decisão reverte uma determinação polêmica da última semana que havia encontrado forte resistência da indústria, especialmente da Apple, que se manifestou publicamente contra a exigência.
A medida inicial dava às fabricantes um prazo de 90 dias para incluir o app de forma compulsória, sob a alegação de fornecer acesso à cibersegurança a todos os cidadãos. Além das funcionalidades semelhantes à da versão brasileira de rastrear e bloquear telefones roubados ou perdidos, o Sanchar Saathi também permite que as pessoas reportem fraudes.
Justificativa oficial (e realidade do mercado)
Em comunicado oficial, o governo indiano tentou justificar o recuo de uma forma inesperada, ligando-o ao sucesso do aplicativo, e não à pressão de mercado. Segundo o governo, o Sanchar Saathi já conta com 14 milhões de downloads e viu um aumento de 10 vezes em sua adesão após a polêmica inicial.
