A crise interna na Samsung ganhou um novo capítulo com a rejeição de uma proposta de acordo feita pela diretoria. Agora, os funcionários planejam uma paralisação de 18 dias a partir de 21 de maio, com potencial para gerar um prejuízo de até US$ 11,7 bilhões aos cofres da gigante sul-coreana.
O conflito ganhou os holofotes em abril, quando os trabalhadores foram às ruas para exigir o repasse de 15% do lucro operacional da empresa como bônus, justificado pelo do sindicato em uma comparação direta com a rival SK Hynix. Os profissionais da Samsung alegam receber apenas um terço do valor pago pela concorrente, apesar de a fabricante sul-coreana liderar o setor. Eles também pedem aumentos salariais anuais e o fim do limite para as bonificações.
Para tentar evitar a interrupção das fábricas, a administração da companhia apresentou uma contraproposta com um bônus de 10% e um reajuste salarial de 6,2% inicialmente. A diretoria também aceitou formalizar as gratificações por três anos e, logo em seguida, institucionalizar a prática para todo o quadro de trabalhadores. Esse último ponto é uma demanda chave para garantir pagamentos iguais em todas as unidades de negócios da corporação e afastar a necessidade de renegociações constantes.
