Nova crise à vista: busca por IA esgota CPUs da Amazon e pode elevar preço de PCs

O mercado de tecnologia enfrenta um novo e inesperado gargalo causado pela febre da inteligência artificial. Depois da escassez de placas de vídeo e de módulos de memória, a crise agora atinge os processadores convencionais. O avanço das IAs agentes, que realizam tarefas complexas de simulação e consulta a bancos de dados, esgotou a capacidade de processamento dos maiores servidores do mundo.

A Amazon triplicou a quantidade de servidores equipados com CPUs no último ano, mas a medida foi insuficiente para suprir a demanda, de acordo com Dylan Patel, analista-chefe da Semianalysis. Segundo ele, tanto a Gigante do Varejo quanto a Microsoft venderam todo o estoque de processamento disponível para laboratórios de pesquisa. Esse cenário de escassez já provoca instabilidades em serviços populares, como o GitHub, que apresenta falhas constantes no envio de arquivos devido à falta de recursos nos servidores.

A mudança no comportamento das IAs alterou a estrutura física dos centros de dados. Antes, um único processador gerenciava várias placas de vídeo de forma tranquila. Hoje, a necessidade de simular física e realizar cálculos lógicos exige quase a mesma quantidade de CPUs e GPUs em cada rack de servidor. Essa disputa por hardware afeta diretamente a produção de chips tanto na arquitetura ARM quanto na tradicional x86, usada pela Intel e pela AMD.

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