Lucro recorde e fábricas vazias: Samsung corre sério risco de ter produção de chips afetada

A balança entre lucros gigantescos e a satisfação dos funcionários quebrou de vez na Samsung, que enfrenta uma crise interna severa com um impacto direto no mercado mundial. A partir de amanhã, 21 de maio, quase 48 mil operários planejam cruzar os braços em uma paralisação de 18 dias. Esse número representa 38% de toda a força de trabalho da companhia na Coreia do Sul.

A greve ocorre justamente no momento de maior lucro da divisão de memórias, depois que o setor registro lucro operacional de US$ 35,63 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Uma fatia que corresponde a quase todo o lucro de US$ 37,96 bilhões da empresa no período.

E é justamente esse valor astronômico a origem do problema. O sindicato exige a remoção do teto para os bônus dos trabalhadores, cujo limite atual equivale a 50% do salário anual. Além disso, os operários também pressionam para que a fabricante destine 15% de todo o lucro operacional anual para pagar essas gratificações extras, e os líderes sindicais argumentam que os funcionários da rival SK Hynix receberam bônus três vezes maiores no ano passado.

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