Conforme apontam informações obtidas por um analista de mercado, a explosão de demanda por processadores para servidores de Inteligência Artificial trouxe uma mudança curiosa para a Intel: a gigante passou a reaproveitar chiplets de CPU que antes seriam descartados, vendendo-os como chips de menor desempenho. A medida teve impacto suficiente para ser notada no relatório de receita mais recente da empresa.
Na fabricação de processadores, os chips localizados nas bordas dos wafers de silício costumam apresentar menor qualidade de rendimento. Tradicionalmente, essas peças viram sucata ou produtos de baixíssimo valor. No entanto, o forte aumento de demanda por CPUs, decorrente dos investimentos em inferência (o uso) de IA e o avanço de agentes resultaram em uma mudança de comportamento.
De acordo com o analista Ben Bajarin, da Creative Strategies, que teria recebido as informações da equipe de investidores do time azul, a Intel teria conseguiu reclassificar esses componentes para versões inferiores — a prática é comum, conhecida por binning, mas teria sido levada ao extremo nesse caso, já que os componentes em questão seriam originalmente descartados.
