O Google enviou um pedido à Comissão Europeia para limitar o uso de bloqueadores antipirataria em serviços de DNS, redes VPN e endereços de IP compartilhados. No documento, entregue em Bruxelas durante o processo de revisão da Diretiva de Direitos Autorais, a gigante das buscas argumenta que medidas amplas demais deixam inacessíveis até mesmo sites e serviços sem qualquer relação com as infrações.
O bloqueio de DNS não remove o conteúdo ilegal da internet e os usuários podem contornar a restrição facilmente com o uso de outro resolvedor. Essa barreira baseada em endereços de IP ainda tem consequências mais profundas, pois hoje em dia milhares ou milhões de serviços diferentes usam a mesma infraestrutura de rede.
Nos últimos anos, ordens de bloqueio na França, Bélgica, Itália e Portugal afetaram o serviço público de domínios do Google. Por isso, a companhia repudia a expansão dessas obrigações para resolvedores independentes e serviços de VPN, ferramentas consideradas ineficazes e de difícil aplicação sem prejudicar o tráfego legítimo.
