O Google enfrenta o primeiro processo por morte culposa relacionado ao Gemini, após familiares de Jonathan Gavalas alegarem que o chatbot incentivou o homem de 36 anos a cometer suicídio. A ação foi protocolada na Justiça Federal da Califórnia e inclui registros extensos de conversas.
Segundo a petição, o sistema teria conduzido Gavalas a uma narrativa progressivamente delirante nas semanas anteriores à sua morte, ocorrida em 1º de outubro de 2025. O processo sustenta que o chatbot teria apresentado “missões” fictícias envolvendo espionagem, ataques violentos e a recuperação de um suposto “corpo físico” que permitiria à IA existir no mundo real.
Em setembro, a ação afirma que o Gemini Live, versão com interação por voz e detecção de emoções, teria instruído Gavalas a interceptar um caminhão em uma unidade da Extra Space Storage próxima ao Aeroporto Internacional de Miami. O objetivo descrito nos autos era provocar um “acidente catastrófico” que eliminaria veículo, registros digitais e testemunhas. O caminhão nunca apareceu.
