O mercado europeu de softwares de produtividade entrou em erupção nesta semana: a Document Foundation, organização responsável pelo LibreOffice, criticou o Euro-Office, acusando-o de ser um “aliado” do ecossistema fechado da Microsoft, apesar de se vender como uma alternativa soberana europeia.
A acusação reside na alegação de que o Euro-Office seria apenas um “clone gratuito” da suíte de aplicativos da Microsoft. De acordo com críticos, a estratégia do software é apenas mimetizar a interface e o fluxo de trabalho criados pela empresa estadunidense, enfraquecendo a verdadeira independência digital da região.
A discussão surge em um momento em que autoridades do bloco econômico do Velho Continente discutem uma posição de soberania tecnológica, buscando agir de forma independente no mundo digital por meio do desenvolvimento, controle e proteção de suas próprias tecnologias, dados e infraestruturas críticas, sem depender tanto de Estados Unidos e Ásia.
