Se você tem acompanhado nosso feed de notícias com certa frequência, provavelmente sabe que os preços de diversos componentes – de placas de vídeo (GPUs) a memórias – têm subido graças ao boom da inteligência artificial. Agora, mais um item acaba de entrar para essa lista: os processadores (CPUs).
A causa dessa “nova” crise é a chamada “IA Agêntica” (ou Agentic AI), uma evolução dos modelos de inteligência artificial que não apenas responde a perguntas, como também interage com bancos de dados e realiza tarefas complexas de física e simulação.
O problema é que essas funções exigem muito mais do processador do que os modelos anteriores, gerando uma demanda que fabricantes e provedores de nuvem não conseguem acompanhar.
O impacto já tem sido sentido em diversos serviços do dia a dia. Usuários do GitHub, por exemplo, têm relatado instabilidades e falhas ao salvar códigos.
A provável justificativa? A Microsoft, dona da plataforma, vendeu todo seu estoque reserva de CPUs para laboratórios externos, como OpenAI e Anthropic. Dylan Patel, do serviço de consultoria SemiAnalysis, resume a gravidade: “Eles simplesmente não têm mais CPUs sobrando“.
