A empresa norte-americana Atlas Data Storage, líder em pesquisa, lançou o Atlas Eon 100, o que pode ser o primeiro passo em direção ao armazenamento de dados “imortal”. O serviço coloca em evidência uma tecnologia que antes pertencia apenas à pesquisa de fronteira: o uso de DNA sintético como suporte para a conservação de informações digitais.
O objetivo da solução é proteger informações sensíveis e conteúdo de valor por períodos extremamente longos, muito além da durabilidade de qualquer suporte tradicional, como hard disks, memórias Flash ou suportes ópticos.
Como o DNA sintético funciona
O princípio do sistema reside na tradução de bits digitais (o 0 e 1) em sequências compostas pelas quatro bases que formam o código genético: A, C, G e T. O DNA sintético usado pela Atlas Data Storage é desidratado, o que o torna incrivelmente estável. Esse material pode resistir por milênios sem precisar de alimentação ou manutenção. Isso permite superar a obsolescência que atinge a infraestrutura de armazenamento atual.
