O mercado global de tecnologia pode sofrer mais um choque em sua cadeia de suprimentos de hardware. A China acaba de anunciar a suspensão das exportações de hélio, insumo crítico para a fabricação de chips avançados, visando proteger sua própria indústria.
O impacto da medida afeta diretamente a indústria de semicondutores, que utiliza o hélio em fases fundamentais da fabricação. O gás é essencial para processos de deposição, corrosão e resfriamento de wafers, além de vital para operar máquinas de litografia ultravioleta extrema (EUV).
Embora a China detenha apenas cerca de 1,6% da produção global – empatada com a Polônia em 3 milhões de metros cúbicos –, o movimento sinaliza uma postura defensiva. O país asiático, que ainda depende fortemente da importação de hélio para suprir sua demanda interna, busca garantir que suas fábricas não parem diante das crescentes sanções dos EUA.
