Apple também desafia Trump para driblar crise dos chips de memória RAM

A crise global de chips de memória obriga as empresas de tecnologia a buscar soluções arriscadas no mercado, e algumas podem até gerar punições por desrespeitar regras impostas pelo governo de Donald Trump. É o caso da Apple, que avança em negociações para comprar componentes de duas fabricantes chinesas, um claro desrespeito às restrições do atual mandatário dos Estados Unidos.

A fabricante do iPhone tenta fechar acordos com a ChangXin Memory Technologies e com a Yangtze Memory Technologies. Contudo, o Departamento de Defesa americano lista ambas na seção 1260H no guia de entidades identificadas como companhia chinesas relacionadas com militares.

Fazer negócios com empresas dessa lista não chega a ser um ato ilegal, mas a parceria atrai fortes reações políticas e o risco de punições regulatórias severas. Para contornar o problema, Tim Cook, diretor-executivo da Apple em fim de mandato, intensifica o diálogo com o atual governo e com o Departamento de Comércio para tentar evitar qualquer repercussão negativa. A companhia até mesmo pediu aval para negociar, mas ainda não teve uma resposta e as conversas avançam mesmo assim.

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