A organização International Rights Advocates (IRAdvocates), sediada em Washington, entrou com uma ação judicial contra a Apple por supostamente utilizar minerais de conflito em seus produtos. Segundo a entidade, a gigante de Cupertino se beneficia de matérias-primas associadas a violações de direitos humanos e a conflitos na República Democrática do Congo (RDC) e em Ruanda.
De acordo com a Reuters, o processo pede que a Justiça verifique se o uso desses minerais pela Apple viola leis de proteção ao consumidor. A acusação cita três fundições chinesas — Ningxia Orient, Jiujiang JinXin e Jiujiang Tanbre — que teriam utilizado coltan contrabandeado por Ruanda após grupos armados tomarem minas no leste da RDC.
O coltan, abreviação de columbita-tantalita, é um minério que, após ser processado, gera nióbio e tântalo — ambos empregados em componentes de produtos da Apple, incluindo o iPhone. Em 2024, a lista oficial de fornecedores da empresa confirmou o uso das três fundições em sua cadeia de suprimentos.
