A Apple enfrenta um desafio inédito com o sucesso de vendas do seu novo computador de entrada, o MacBook Neo, que foi lançado por 599 dólares e atraiu uma legião enorme de consumidores. Essa alta demanda, que surpreendeu até mesmo Tim Cook, gerou longas filas de espera, com prazos de entrega na casa de quatro semanas. Para resolver o problema, a fabricante resolveu aumentar a meta de fabricação do dispositivo para 2026 de seis milhões para dez milhões de unidades.
A ideia da Maçã é evitar que um desabastecimento ou tempo de espera maior para receber o laptop empurre consumidores para concorrentes com ChromeOS ou Windows. Porém, há obstáculos na estratégia, já que o mundo passa por uma crise na fabricação de semicondutores.
O MacBook Neo usa o mesmo chip A18 Pro utilizado no iPhone 16 Pro e 16 Pro Max, que já não possui mais uma linha de produção própria na TSMC. Até agora, a Apple confiou em aproveitar componentes com pequenas falhas de fabricação que não puderam ser incluídos nos celulares da penúltima geração. O defeito, localizado em um núcleo gráfico desativado, não representa perda de desempenho no notebook.
