Apple acusa departamento dos EUA de tentar “reprojetar o iPhone” com processo antitruste

Em resposta divulgada nesta terça-feira (29) a um processo aberto pelo Departamento de Justiça (DoJ) dos EUA em março do ano passado, a Apple acusou o órgão de tentar “reprojetar o iPhone”. A ação levantou cinco pontos pelos quais a Maçã estaria agindo de forma anticompetitiva, todos negados pela empresa de Cupertino, que sugeriu ainda que o embate legal teria nascido de “algumas grandes companhias que estão surfando na tecnologia e inovação da Apple”.

Na documentação divulgada após o início do litígio, o DoJ trouxe cinco principais exemplos pelos quais a Apple estaria supostamente agindo de forma a prejudicar os concorrentes. São eles:

  • Impedimentos do funcionamento adequado de super apps, como o WeChat, na App Store;
  • Supressão de apps de streaming na nuvem, como o Xbox Cloud Streaming;
  • Ausência do iMessage no Android, as separações de “bolha verde vs bolha azul” e as limitações do uso de SMS por outros aplicativos;
  • As restrições no iOS de recursos-chave a smartwatches concorrentes e;
  • O impedimento do acesso de carteiras digitais concorrentes ao chip NFC.

O processo entrou em uma nova etapa neste mês, e recebeu assim uma resposta por parte da gigante. Como esperado, a companhia rebateu as alegações ponto a ponto, afirmando que as acusações são “imprecisas”. No entanto, a marca assumiu um tom mais duro ao sugerir que o órgão norte-americano estaria tentando “redesenhar o iPhone” por vias legais.

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