Em meio à crescente crise da RAM e do armazenamento, a Amazon decidiu recorrer a uma abordagem pouco convencional para garantir matéria-prima destinada a seus data centers. A empresa passou a utilizar cobre extraído por meio de bactérias, uma solução voltada a sustentar a expansão da infraestrutura de computação em nuvem e serviços digitais.
A iniciativa envolve uma mina localizada no Arizona, reativada recentemente após anos sem operação. O projeto ganhou destaque após uma reportagem do Wall Street Journal e chama atenção por apostar em uma tecnologia alternativa diante do aumento da demanda por cobre, material essencial para cabos, chips e sistemas elétricos.
O processo adotado na mina de cobre foi desenvolvido pela Nuton Technologies e utiliza a técnica conhecida como bioleaching. Nessa abordagem, microrganismos naturais atuam na separação do cobre presente em rochas de baixa concentração, antes consideradas inviáveis do ponto de vista econômico.
