Em publicação feita na última sexta-feira (18), a The Document Foundation, organização por trás do LibreOffice, criticou o que chamou de “uso de formatos de documentos artificialmente complexos” por parte da Microsoft no pacote Microsoft 365 (antigo Office). Conforme explica a fundação, esse método incentiva os usuários a ficarem “presos” às soluções da gigante norte-americana, ao tornar muito difícil o uso desses formatos por programas concorrentes.
Alternativa de código aberto ao pacote da Microsoft, o LibreOffice — assim como outras soluções de código aberto — se apoia no chamado XML Schema, padrão estabelecido pelo consórcio da internet (W3C), e no formato XML Schema Definition (XSD) para garantir que há interoperabilidade com os apps da dona do Windows.
No entanto, esse sistema estaria sendo ameaçado por uma suposta tática da Microsoft com a intenção de prender os usuários ao Microsoft 365: tornar, de maneira artificial, sua versão do XML Schema complexa demais para ser analisada e processada por outros aplicativos.
