O mercado global de smartphones iniciou o primeiro trimestre de 2026 sob o reflexo direto do encarecimento de componentes essenciais. Mesmo diante de um cenário de retração geral na indústria, a Samsung superou as pressões inflacionárias da cadeia de suprimentos e manteve o posto de maior produtora de celulares do mundo. O desempenho foi impulsionado pelo abastecimento de estoque para o portfólio topo de linha da marca.
De acordo com o relatório consolidado da empresa de análise de mercado TrendForce, a fabricação global de celulares atingiu a marca estimada de 284 milhões de unidades entre janeiro e março deste ano. O volume representa uma queda de 1,7% em comparação com o mesmo período do ano passado.
O principal vetor desse encolhimento foi a forte alta nos preços dos chips de memória, iniciada no segundo semestre de 2025. O impacto nas linhas de montagem só não foi mais agressivo no início do trimestre porque as fabricantes ainda utilizavam lotes de componentes adquiridos sob contratos antigos e valores mais baixos. A antecipação dos consumidores, que compraram aparelhos antes dos reajustes repassados ao varejo, ajudou a sustentar a demanda de curto prazo.
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