Pesquisadores da empresa de cibersegurança Calif precisaram recorrer ao modelo de linguagem Claude Mythos para conseguir encontrar uma porta de entrada viável no macOS. O esforço deles rendeu um relatório de 55 páginas, entregue à Apple no mês passado, e ilustra que o nível de defesa do sistema operacional exige estratégias cada vez mais elaboradas para ser burlada.
Os especialistas constataram que uma única vulnerabilidade seria inofensiva contra as barreiras do software, e aí utilizaram a inteligência artificial da Anthropic para escrever um código sob medida capaz de interligar duas falhas distintas do sistema. Essa fusão técnica gerou um ataque conhecido no meio de segurança como escalonamento de privilégios, tática que concede ao invasor o controle não autorizado sobre a máquina.
O grau de dificuldade do processo afasta o risco de explorações acidentais ou automatizadas por criminosos comuns. O diretor executivo da Calif, Thai Dong, fez questão de ressaltar que o roteiro de ataque jamais funcionaria apenas com o uso do Claude Mythos, que funcionou como um mero acelerador para escrever as linhas de comando. O sucesso da operação dependeu fundamentalmente do conhecimento avançado dos engenheiros humanos para guiar a máquina.
