A FTC (Comissão Federal de Comércio dos EUA) foi formalmente acionada por 11 legisladores democratas para investigar a Trump Mobile. O grupo, liderado pela senadora Elizabeth Warren, alega que a empresa cometeu práticas comerciais enganosas ao arrecadar US$ 59 milhões (~R$ 315 milhões) sem entregar um único dispositivo desde agosto de 2025.
O telemóvel Trump T1 atraiu cerca de 590 mil consumidores, que pagaram depósitos de US$ 100 cada. A promessa era um aparelho “topo de linha” por US$ 499, mas o projeto entrou em um ciclo de adiamentos sucessivos, com a nova previsão de entrega fixada apenas para o primeiro trimestre de 2026.
A Trump Mobile justificou o atraso citando a paralisação do governo federal de 43 dias. No entanto, os legisladores sublinham que o primeiro prazo de entrega expirou em agosto, meses antes de qualquer interferência burocrática na FCC, tornando a desculpa tecnicamente inválida.
